Dica da Semana
Mickael Carreira em entrevista:
“Quando entro em palco a minha timidez desaparece e concentro-me apenas em fazer aquilo que gosto, que é cantar.”
50 mil discos vendidos valeram-lhe o galardão de Dupla Platina em apenas cinco semanas e o primeiro lugar no Top nacional de vendas durante três semanas consecutivas. Aos 20 anos de idade, Mickael Carreira segui as pisadas do pai e conquistou uma legião de fãs de todas as idades, que prometem encher todos os concertos do cantor já a partir do final deste ano, altura em que está previsto o inicio da sua tournée, que não tem ainda datas nem locais confirmados, mas que segundo o produtor do artista vai ser surpreendente.
Dica da Semana – Como é que define a sonoridade deste seu primeiro trabalho discográfico?
Mickael Carreira – Se eu tivesse que definir a sonoridade deste álbum, diria que é um álbum pop/latino e no geral abrangente, ou seja, qualquer pessoa pode ouvir este disco. No fundo este CD é um sonho tornado realidade e o resultado de muito trabalho.
DS – Como é que se deu o processo de composição deste CD?
MC – Alguns dos temas já tinham sido compostos por mim anteriormente, sozinho, à guitarra e ao piano, uma vez que componho musicas desde os 14 anos de idade. Depois, quando surgiu a oportunidade de gravar este disco, resolvi convidar o Ricardo Landum para compor alguns temas comigo, sendo que a maior parte dos temas que fazem parte do alinhamento deste disco são precisamente aqueles que compusemos em conjunto.
DS – Tem alguma disciplina concreta no que à composição diz respeito?
MC - No meu caso concreto o processo de composição é muito natural. Quando uma pessoa começa a pensar muito nisso as coisas acabam por não surgir e por não fluir com tanta naturalidade. Desde que comecei a compor este disco até ao resultado final, demorou cerca de um ano e meio, o que é bastante tempo. No entanto, fui eu próprio que fiz questão que as coisas acontecessem dessa maneira. Fique quatro meses fora de Portugal, em Paris, onde o álbum foi gravado, porque quis acompanhar todo o processo de elaboração do disco. Foi uma fase muito importante para mim, porque me permitiu aprender muito enquanto músico.
DS – O seu pai ajudou-o e acompanhou-o nessa fase do trabalho?
MC – Ao contrário do que as pessoas possam pensar, o meu pai esteve um bocadinho alheado da elaboração deste meu primeiro disco, porque eu fiz questão que assim fosse. Para mim era muito importante poder trabalhar neste trabalho sozinho e acompanhar toda a sua construção. No entanto ele foi-me dando sempre conselhos mito úteis e tem sido um apoio muito importante para mim nesta fase inicial da minha carreira, tal como a minha mãe, aliás.
DS – Imaginou-se alguma vez ter outra profissão que não a de cantor?
MC – O facto de ter crescido num ambiente musical como é óbvio ajudou, mas na verdade, acho que a minha opção pela música é uma coisa inata, ou seja, é preciso ter um gosto enorme pela música para seguir esta carreira.
DS – Como é que aprendeu a tocar piano e guitarra?
MC – Entrei para o conservatório de música com 14 anos de idade, para aprender a tocar piano. Depois, aos 16, optei pela guitarra, um instrumento em relação ao qual já tinha algumas bases, uma vez que lá em casa sempre ouvi o meu pai tocar guitarra, sendo que foi ele que me deu as primeiras noções e me ensinou os acordes principais.
DS – Lembra-se da primeira vez que subiu ao palco?
MC – Já não me lembro muito bem que idade tinha, mas a primeira vez que subi ao alço acho que foi numa daquelas festas de escola. Depois, mais a sério, foi no Olympia, em Paris, quando o meu pai me convidou para cantar com ele ao vivo um dueto que tínhamos feito em conjunto.
DS – Estava muito nervoso nesse dia?
MC – Estava, claro que sim, até porque tenho consciência de que não há muitos jovens da minha idade que tenham a oportunidade de se estrearem numa sala como o Olympia. Acho que numa altura daquelas, os nervos são normais, mas foi fantástico. Quando entro em palco a minha timidez desaparece e concentro-me apenas em fazer aquilo que gosto, que é cantar.
DS – Alguma vez pediu ao seu pai para ele o deixar participar num espectáculo dele?
MC – Seria incapaz de lhe pedir uma coisa desse género. De todas as vezes que partilhámos o palco o convite partiu sempre dele, o que para mim é obviamente uma honra. Cantar para o público dele e com ele é sempre uma experiência fantástica, porque para além de ser cantor, ele é acima de tudo o meu pai e poder partilhar o palco com ele á sempre um grande privilégio.
DS – Sente que inevitavelmente as fãs do seu pai são também suas fãs?
MC – Inevitavelmente não diria, mas é óbvio que existem várias pessoas que fazem parte do público do meu pai que agora me têm acompanhado e dado muito apoio, o que tem sido muito importante para mim. Acho que o meu público é composto por pessoas de várias idades e felizmente tenho encontrado pessoas que fazem parte do publico do meu pai, o que para mim é obviamente muito gratificante. Felizmente não me posso queixar, durante o mês de Agosto tive várias sessões de autógrafos e senti sempre um carinho grande por parte do público.
DS – Como é que tem sido a receptividade do público e relação ao seu álbum?
MC – Apesar da tournée só começar no fim do ano, tenho feito alguns concertos pontuais, para algumas rádios, nomeadamente uma no Norte, onde estiveram cerca de 12 mil pessoas, e foi fantástico ouvir toda aquela gente a cantar as minhas músicas. Não há palavras para descrever o que senti naquele dia, foi fantástico.
DS – Continua a dividir o seu tempo entre Lisboa e Paris?
MC – Há cinco anos que vivo exclusivamente em Lisboa, só vou a Paris por motivos profissionais. Confesso que actualmente não trocava Portugal por nenhum outro pais do mundo, embora continue a gostar muito de França, o pais onde vivi durante 15 anos.
DS – Qual é o seu maior sonho a nível profissional?
MC – Tal como qualquer outro artista, o meu maior sonho é conseguir construir e manter uma carreira. Só espero que as coisas continuem a correr tão bem como até aqui, isso já seria muito bom.
DS – Vai continuar a apostar neste tipo de música?
MC – Felizmente desta vez pude fazer um disco com o meu género favorito de musica, mas acho que um musico deve sempre tentar evoluir. Só posso prometer que vou tentar dar o meu melhor, porque o meu público merece.
DS – Vai convidar o seu pai para cantar consigo em algum concerto, tal como ele o convida a si para participar nos dele?
MC – (Risos) Não, não há ainda nada previsto nesse sentido. É obvio que Tony Carreira é um dos maiores nomes do nosso pais a nível musical, mas a verdade é que eu não o vejo assim, para mim ele é apenas o meu pai. Contudo, se algum dia ele cantar comigo num espectáculo vai ser fantástico.
laportuguaise15
26/12/2008Muito bonito o Mickael Carreira.
Anuxca1313
05/10/2006Olaa*
Eu naO recebi exa cOisaa =/
Ta' mta giroo o blog kontinua axim...
Nao qerem mais ndaa ja' teêm um comenta'rio dele i tudO...txe'e' maravilhaa!
Ta' mto fixee o blog!
beijOs!
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